sábado, 11 de fevereiro de 2012

Intemperança...

Chegou doida, enfurecida, cuspindo
"preda" d'água, lufadas ariscas
e de gestos bravos, a trovejadas,
lançou-se em raios
intempestivos de faísca...

A natura subestimada, esfalfada,
entristecida, por sentir-se
em desconforto, nos reclames do
povo, ela espevita...

Riscaram fogo, poluiram minhas
lágrimas,
baniram meus quatros patas
engaiolando meus cantos,
sem voos de asas,
minhas geleiras derretendo
marinhos em riscos morrendo,
a perder suas moradas...

O Sol esbafora fogo, o oceano
se prepara em louco, para
o breve momento que aguarda...

Sou filha da lua, como tal apaixonada,
sou da estação, mas nunca estacionada
e agora estou sofrida, sem trato,
desequilibrada...

Oh povo! A depressão é o logro
nesse calor que vos mata,
minhas tempestades, são copos
d'água por reação dos sentidos
as minhas mágoas...

Fiquem atentos, vossos trabalhos,
os lamentos são de todos o resultado,

não, não há nada comigo de errado,

sou apenas descuidada, o egoismo
do mundo descontrolado...

Livinha